{"id":4607,"date":"2023-07-10T13:36:19","date_gmt":"2023-07-10T13:36:19","guid":{"rendered":"https:\/\/amoranegra.pt\/?p=4607"},"modified":"2023-07-10T13:36:19","modified_gmt":"2023-07-10T13:36:19","slug":"analise-do-livro-storytelling-de-eileen-colwell","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amoranegra.pt\/?p=4607","title":{"rendered":"An\u00e1lise do livro \u00abStorytelling\u00bb de Eileen Colwell"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-4611\" src=\"https:\/\/amoranegra.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/storytelling_capa.jpg\" alt=\"\" width=\"177\" height=\"282\" \/><\/p>\n<p>Qualquer pessoa \u00e9 um contador de hist\u00f3rias em pot\u00eancia, defende Eileen Colwell no seu livro \u00abStorytelling\u00bb, publicado pela primeira vez em 1980, no Reino Unido.<br \/>\nA autora, nascida em Yorkshire em 1904, foi bibliotec\u00e1ria, contadora de hist\u00f3rias, escritora de livros para crian\u00e7as e fundadora do movimento das bibliotecas infantis em Inglaterra. Foi a primeira a criar no seu pa\u00eds uma biblioteca p\u00fablica para crian\u00e7as e a implementar a pr\u00e1tica da \u00abhora do conto\u00bb, envolvendo as pr\u00f3prias crian\u00e7as nas tarefas da biblioteca. Escreveu livros como \u201cPrincess Splendour\u201d, \u201cThe Magic Umbrella\u201d e outros, com contos redigidos especialmente para serem contados oralmente. Durante toda a sua vida profissional, defendeu o princ\u00edpio de que \u00abs\u00f3 o melhor \u00e9 suficientemente bom para as crian\u00e7as\u00bb. Faleceu a 17 de Setembro de 2002, com 98 anos. Da sua longa experi\u00eancia como contadora de hist\u00f3rias, que exerceu em muitos s\u00edtios do mundo onde se fala ingl\u00eas, sintetizou os ensinamentos explanados nesta obra.<br \/>\nO livro est\u00e1 dividido em dez cap\u00edtulos, antecedidos por um pref\u00e1cio, a que se junta uma extensa lista de recursos bibliogr\u00e1ficos para o contador de hist\u00f3rias &#8211; no final de cada um dos cap\u00edtulos e no final da obra.<!--more--><\/p>\n<div id=\"attachment_4608\" style=\"width: 233px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4608\" class=\"wp-image-4608\" src=\"https:\/\/amoranegra.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Eileen-Colwell-in-Hendon-Library-1955.png\" alt=\"Eileen Colwell em 1955\" width=\"223\" height=\"223\" \/><p id=\"caption-attachment-4608\" class=\"wp-caption-text\">Eileen Colwell em 1955<\/p><\/div>\n<p>No primeiro cap\u00edtulo, intitulado \u00abStorytelling Then and Now\u00bb (Contar hist\u00f3rias antes e agora), Eileen Colwell introduz o assunto e sumaria a evolu\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o oral, que situa em todas as culturas e civiliza\u00e7\u00f5es e cujo decl\u00ednio defende ter decorrido, primeiro, da inven\u00e7\u00e3o da Imprensa e, depois, da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, social e cultural promovida pela Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. A tomada de consci\u00eancia dos Rom\u00e2nticos, que se apressaram a recolher os esp\u00e9cimes da chamada \u00abliteratura de tradi\u00e7\u00e3o oral\u00bb, que constituem hoje uma reserva preciosa para o contador de hist\u00f3rias, vem na sequ\u00eancia desse decl\u00ednio.<\/p>\n<p>As dificuldades e vicissitudes do contador de hist\u00f3rias s\u00e3o apresentadas no cap\u00edtulo seguinte, \u00abThe Storyteller\u00bb (O contador de hist\u00f3rias). A autora come\u00e7a por distinguir duas linhas de interven\u00e7\u00e3o: o conto de uma hist\u00f3ria atrav\u00e9s da leitura, com o apoio directo de um livro, e a hist\u00f3ria contada, assente na mem\u00f3ria e na imagina\u00e7\u00e3o. E aqui se declara partid\u00e1ria da segunda modalidade, por permitir maior liberdade de movimentos, maior entrega e maior empatia com a audi\u00eancia. Afirma peremptoriamente que cada um de n\u00f3s pode ser um contador de hist\u00f3rias, desde que ultrapasse a sua timidez e aprenda a desenvolver as suas compet\u00eancias comunicacionais. Desmistifica a ideia do contador de hist\u00f3rias como um especialista de rara habilidade e, embora reconhe\u00e7a que h\u00e1 pessoas naturalmente mais talentosas para contar hist\u00f3rias, considera que, com o estudo, a orienta\u00e7\u00e3o e o empenho adequados, qualquer um poder\u00e1 ser um contador de hist\u00f3rias muito eficaz.<\/p>\n<div id=\"attachment_4610\" style=\"width: 197px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4610\" class=\"wp-image-4610 size-full\" src=\"https:\/\/amoranegra.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Eileen-Colwell.jpg\" alt=\"Eileen Colwell no final dos anos 90\" width=\"187\" height=\"269\" \/><p id=\"caption-attachment-4610\" class=\"wp-caption-text\">Eileen Colwell no final dos anos 90<\/p><\/div>\n<p>Em \u00abWhat Shall I Tell? Stories for Preschool Children\u00bb (O que contar? Hist\u00f3rias para as crian\u00e7as da pr\u00e9-escola) s\u00e3o apresentadas as caracter\u00edsticas b\u00e1sicas das hist\u00f3rias para as crian\u00e7as em idade pr\u00e9-escolar, que devem assentar num discurso coloquial que favore\u00e7a a rela\u00e7\u00e3o entre o contador e a audi\u00eancia, devem ter um m\u00ednimo de descri\u00e7\u00e3o e o m\u00e1ximo de ac\u00e7\u00e3o. O esquema de programa que prop\u00f5e para uma sess\u00e3o de contos, que n\u00e3o ultrapassar\u00e1 meia hora, come\u00e7a com um livro de imagens, com poucas palavras; seguir-se-\u00e1 ent\u00e3o uma s\u00e9rie de jogos de rimas e (des)trava-l\u00ednguas, depois uma hist\u00f3ria sem imagens e finalmente uma rima final.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m as crian\u00e7as dos cinco aos doze anos s\u00e3o contempladas, num cap\u00edtulo intitulado \u00abWhat Shall I Tell? Stories for Five-to-twelve-year-old\u00bb (O que contar? Hist\u00f3rias para crian\u00e7as dos cinco aos doze anos). Esta faixa et\u00e1ria \u00e9 subdividida em duas, j\u00e1 que, embora ambos os grupos gostem do mesmo tipo de hist\u00f3rias (contos tradicionais e de fantasia, hist\u00f3rias de her\u00f3is, de aventuras, de animais e hist\u00f3rias c\u00f3micas), o n\u00edvel de concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. A solu\u00e7\u00e3o poder\u00e1 passar por contar ao primeiro grupo, de forma mais simples, uma hist\u00f3ria que ser\u00e1 igualmente apreciada pelo segundo grupo.<\/p>\n<p>Na faixa dos cinco aos sete anos, a autora prop\u00f5e ainda uma esp\u00e9cie de cerim\u00f3nia de abertura da sess\u00e3o de contos, que durar\u00e1 tamb\u00e9m cerca de meia hora &#8211; por exemplo, o acender de uma vela, que a crian\u00e7a mais nova apagar\u00e1 no final. As hist\u00f3rias apresentadas poder\u00e3o ser intercaladas com poemas para crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Na faixa dos oito aos doze, a cerim\u00f3nia de abertura ser\u00e1 desnecess\u00e1ria, mas a autora sugere que, nas sess\u00f5es regulares, se d\u00ea as boas-vindas aos rec\u00e9m-chegados. A dura\u00e7\u00e3o da sess\u00e3o pode ir at\u00e9 aos 45 minutos e se os temas mitol\u00f3gicos come\u00e7am a ser oportunos, os contos de fadas continuam ainda a ser pertinentes. Sugere-se tamb\u00e9m que os momentos entre as hist\u00f3rias sejam preenchidos com poemas para este n\u00edvel et\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mas como se podem recuperar as hist\u00f3rias fixadas no papel, originais ou da tradi\u00e7\u00e3o oral, e (re)adapt\u00e1-las \u00e0 especificidade da comunica\u00e7\u00e3o oral? Sobretudo as hist\u00f3rias demasiado longas e redigidas num estilo demasiado liter\u00e1rio? \u00c9 disso que trata o cap\u00edtulo seguinte, intitulado \u00abAdapting the Story for Telling\u00bb (Adaptando a hist\u00f3ria para ser contada). Uma das medidas que se podem tomar ser\u00e1 a excis\u00e3o dos desenvolvimentos secund\u00e1rios da ac\u00e7\u00e3o; tamb\u00e9m as partes demasiado descritivas dever\u00e3o ser abreviadas; por vezes, um rearranjo da sequ\u00eancia dos acontecimentos ou at\u00e9 a adi\u00e7\u00e3o de um novo acontecimento podem ser justificados, em prol da clareza da narra\u00e7\u00e3o. No entanto, as frases repetitivas devem ser mantidas, porque convidam as crian\u00e7as \u00e0 participa\u00e7\u00e3o. O final deve ser sempre breve, j\u00e1 que assim que se atinge o cl\u00edmax as crian\u00e7as tendem a perder o interesse.<\/p>\n<p>A memoriza\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias \u00e9 outro dos obst\u00e1culos que o contador de hist\u00f3rias encontra pela frente. Mas, como todos os obst\u00e1culos, tamb\u00e9m este pode ser contornado. \u00c9 isso que Eileen Colwell explica, em \u00abRemembering the Story\u00bb. H\u00e1 uma sequ\u00eancia de tarefas que d\u00e3o ao contador a capacidade de manter das hist\u00f3rias aquilo que nelas \u00e9 essencial, dando espa\u00e7o para a sua pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o e criatividade: ler a hist\u00f3ria v\u00e1rias vezes, concentrando-se na sua constru\u00e7\u00e3o, no clima, no cl\u00edmax e no final; fazer um resumo livre da hist\u00f3ria; compar\u00e1-lo com o original e verificar o que se perdeu; estudar a hist\u00f3ria com maior pormenor; anotar as frases repetitivas que devem ser retidas. Quando a hist\u00f3ria come\u00e7a a tomar forma na cabe\u00e7a do contador, este deve tentar visualiz\u00e1-la como uma s\u00e9rie de imagens coloridas. Depois, desenvolver as personagens como se fossem pessoas reais&#8230; E sucessivamente, s\u00e3o v\u00e1rias as sugest\u00f5es que se apresentam com vista a facilitar a tarefa de memoriza\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias.<\/p>\n<div id=\"attachment_4612\" style=\"width: 244px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4612\" class=\" wp-image-4612\" src=\"https:\/\/amoranegra.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Children-in-Hendon-Library-1952.jpg\" alt=\"Crian\u00e7as na biblioteca infantil de Hendon, fundada por Eileen Colwell (1952)\" width=\"234\" height=\"340\" \/><p id=\"caption-attachment-4612\" class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as na biblioteca infantil de Hendon, fundada por Eileen Colwell (1952)<\/p><\/div>\n<p>Nem todos tiveram a oportunidade de aperfei\u00e7oar as suas compet\u00eancias ao n\u00edvel da oralidade. Os actores s\u00e3o um exemplo de como a forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica nesse dom\u00ednio pode potenciar essas capacidades. Mas a maioria das pessoas n\u00e3o tem &#8211; quando tem &#8211; mais do uma vaga ideia sobre essas t\u00e9cnicas. \u00a0Em \u00abImproving Your Voice and Speech\u00bb (Melhorando a voz e o discurso), a autora reconhece ter pouca bagagem te\u00f3rica sobre o assunto e recomenda o apoio de um especialista (ao que sabemos, f\u00e1cil de encontrar em Inglaterra). Mas n\u00e3o deixa de dar algumas sugest\u00f5es, grande parte delas decorrentes da sua pr\u00f3pria experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Preparadas as hist\u00f3rias em fun\u00e7\u00e3o de quem as vai ouvir, estruturado o alinhamento da sess\u00e3o, \u00e9 chegado o momento de enfrentar a audi\u00eancia. Em \u00abFacing the Audience\u00bb, s\u00e3o descritas as naturais dificuldades que se apresentam a quem tem de se expor em p\u00fablico. Por muita experi\u00eancia que tenha um comunicador, essa \u00e9 uma conting\u00eancia sempre presente. Mas tamb\u00e9m para isso h\u00e1 \u00abtruques\u00bb, isto \u00e9, um conjunto de ac\u00e7\u00f5es e atitudes que ajudam a devolver a serenidade ao contador e a estabelecer a empatia com a audi\u00eancia.<\/p>\n<p>Para algumas situa\u00e7\u00f5es especiais, dever\u00e1 haver solu\u00e7\u00f5es especiais. Em \u00abSpecial Situations\u00bb, Eileen Colwell destaca, por exemplo, o caso dos cegos, dos surdos e dos diminu\u00eddos mentais. Ser\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel captar-lhes o interesse durante o contar de uma hist\u00f3ria? N\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel como desej\u00e1vel, defende a autora. E aproveita a sua experi\u00eancia para ilustrar v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.<\/p>\n<p>No \u00faltimo cap\u00edtulo, intitulado \u00abStorytelling Here and There\u00bb (Contar hist\u00f3rias aqui e ali), Eileen Colwell divaga um pouco sobre outras quest\u00f5es relacionadas com este assunto. Ser\u00e3o as crian\u00e7as boas contadoras de hist\u00f3rias? Qual o papel dos fantoches como recurso para contar hist\u00f3rias? E a televis\u00e3o? O que podemos esperar dela? Perguntas a que a autora responde, mais uma vez, com a sua pr\u00f3pria experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Pouco volumoso, \u00abStorytelling\u00bb \u00e9 um livro pleno de ensinamentos, sugest\u00f5es e recursos para o candidato a contador de hist\u00f3rias. Escrito num estilo directo e despretensioso, cativa de imediato quem o l\u00ea, pela sua vis\u00e3o pragm\u00e1tica desta arte onde a entrega pessoal \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o incontorn\u00e1vel.<\/p>\n<p>Num momento em que o interesse por esta actividade est\u00e1 a aumentar, e em que a informa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dispon\u00edvel \u00e9 praticamente inexistente, seria crucial a edi\u00e7\u00e3o desta obra em l\u00edngua portuguesa, com as necess\u00e1rias adapta\u00e7\u00f5es e actualiza\u00e7\u00f5es quanto \u00e0s inestim\u00e1veis refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas. Ficamos \u00e0 espera que alguma editora portuguesa se interesse por ela!<\/p>\n<p><em>Carlos Alberto Silva<br \/>\n2005<br \/>\n<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qualquer pessoa \u00e9 um contador de hist\u00f3rias em pot\u00eancia, defende Eileen Colwell no seu livro \u00abStorytelling\u00bb, publicado pela primeira vez em 1980, no Reino Unido. A autora, nascida em Yorkshire em 1904, foi bibliotec\u00e1ria, contadora de hist\u00f3rias, escritora de livros &hellip; <a href=\"https:\/\/amoranegra.pt\/?p=4607\">Continuar a ler <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-4607","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-da-leitura"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amoranegra.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amoranegra.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amoranegra.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amoranegra.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amoranegra.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/amoranegra.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4607\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amoranegra.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amoranegra.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amoranegra.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}