Um país de marinheiros

FOTO: Carlos Fernandes

Diz a tradição que somos um país de marinheiros; que os nossos antepassados derrotaram o terrível Adamastor e deram novos mundos ao mundo. Um poeta maior cantou tais feitos, em oitavas decassilábicas, e fez dessa epopeia o poema matricial da nação. No entanto, denuncia também os que, em solo pátrio, se deixam tomar pela cobiça e o afundam «na rudeza / Duma austera, apagada e vil tristeza». Pelo que (vi)vemos hoje, é urgente reler Camões. E acordar para o mar…

Tal como as gaivotas –
Quando perdem terra à vista
Voltam a aportar
Somos um povo marinheiro

Que virou costas ao mar