Uma espada chamada Maria


FOTO: Carlos Fernandes

Desafiando o poente, o vulto de um herói de outras eras. A sua espada – à qual este deu o nome de Maria – aponta o céu. «Forte Nuno» lhe chamou Camões, declarando «ditosa» a Pátria «que tal filho teve». Mas tudo nos diz que, na defesa da lusa independência, ao lado dos guerreiros, também o povo simples deu o sangue e a vida.

Cai a noite. Um vento de temporal reproduz os ecos de Aljubarrota. Ao longe, entre o tilintar das armas, uma voz entoa:
– Às armas! Às armas! Pelo povo de Portugal. Contra os Andeiros, marchar, marchar.
Ecoam no vento
O estrépito das armas
E gritos remotos
– É a bravura dos avós
Nos campos de Aljubarrota.

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