Arquivo da Categoria: Escritas

Demissão

– Demitam a ministra! – berrava o bode “espiatório” -. Aplaquemos os deuses com um sacrifício político. O resto, é deixar arder…

Ó Nesco!

– Alô? É só pa dezer que me derrisquem dessa coisa da ónesco, ó lá uquié. Sisso num presta pós camones, tamém num quero. Óbrigadinho.

Pesadelo

 
Eu ia sozinho pela estrada, a ver o estrago provocado por aquele fenómeno estranho. Tudo começara com um estrépito no céu estrelado. O dano era extremo. Um turbilhão estrídulo deixara o mato estrinçado, as aves estripadas, as árvores estroncadas, os bichos estropiados. Que fora aquilo?
Até que o vi. Um grifo, rindo cavernosamente como riem todas as bestas mitológicas.
Apavorado, gritei:
– Vai-te! És um estronço sem estrutura, um verdadeiro estrupício cheirando a estrume.

E a seguir acordei.

Cornada

Relatava a tourada para a rádio quando foi colhido
por uma vaca tresmalhada.
– Coitado, até era um «cornista» simpático…